Código Da Vinci
Ficou bom tempo na dúvida, sem saber se falava dela ou de si. Foi quando pensou em omitir o sujeito que percebeu: no pretérito imperfeito do indicativo (não só nele, mas, no caso, era ele que importava), a 1ª e a 3ª pessoa do singular são iguais.
Pensava. Queria. Não sabia. Ria. Chorava. Sofria. Se perdia e (achava) se encontrava. Mentira. Ou engano. Queria que soubessem que precisa de ajuda sem que o dissesse explicitamente, mas que enviava sinais, enviava. E quantos.
Agora, tudo fazia (pouco) sentido. No entanto, é sempre assim: no final do filme, quando o roteiro se mostra, é tudo tão óbvio; as indicações, tão claras. Mas o filme não acabou, e talvez entendendo os sinais e pistas ainda possam (todas elas) mudar o desfecho indesejado.
